Na tarde desta quinta-feira (7), explosões foram relatadas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm, localizações próximas ao estratégico Estreito de Ormuz. A agência iraniana Fars reportou que os ataques foram direcionados pelo comando militar dos Estados Unidos, que atingiu os portos da região.
A emissora norte-americana Fox News atribui a responsabilidade dos ataques ao Exército dos EUA, enquanto a agência estatal iraniana Mehr confirmou que a defesa aérea foi ativada na capital Teerã em resposta aos bombardeios. A escalada do conflito entre os dois países, que se intensificou nas últimas semanas, segue um padrão de tensões recorrentes na área.
Em resposta aos ataques, o comando militar iraniano expressou que retaliará de maneira decisiva e sem hesitação a qualquer ação hostil. Essa declaração indica um aumento nas hostilidades e um potencial agravamento da situação entre Estados Unidos e Irã.
Ainda nesta quinta-feira, fontes da mídia estatal iraniana relataram que o Irã lançou um ataque com mísseis contra embarcações militares norte-americanas no Estreito de Ormuz, como uma ação de retaliação a um ataque anterior contra um petroleiro iraniano. Essa nova ofensiva demonstra a disposição do Irã em responder a ações que considera provocativas.
Os bombardeios ocorrem em um contexto de fragilidade nas relações entre os países, com um cessar-fogo em vigor, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A extensão da trégua visa facilitar um acordo entre os envolvidos, mas, até o momento, as negociações não resultaram em um consenso.
Enquanto isso, os Estados Unidos esperam uma resposta do Irã a uma proposta para encerrar o conflito. Contudo, a postura de Washington sugere que a paciência não é ilimitada, o que aumenta a expectativa por uma resposta mais contundente por parte de Teerã.

