CPI do Crime Organizado solicita quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli em investigação

A CPI do Crime Organizado pede ao Banco Central a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa.
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A CPI do Crime Organizado solicitou ao Banco Central a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, que tem como sócios o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli e seus oito irmãos. O requerimento, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi aprovado na mesma data pela comissão e também encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras para a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira sobre a empresa.

A Maridt Participações é mencionada nas investigações do Banco Master, alvo da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. O inquérito investiga suspeitas de fraudes no mercado de capitais, incluindo desvio de ativos e ocultação de prejuízos. O pedido da CPI inclui informações sobre contas bancárias, aplicações financeiras, bens, direitos e valores da empresa, além de dados fiscais e registros de ligações telefônicas.

O senador Alessandro Vieira afirmou que a medida visa desmantelar uma rede de influência e lavagem de capitais em torno do Banco Master e suas conexões com agentes públicos. O texto indica que a análise das atividades da Maridt pode revelar anomalias econômicas e sociais, sugerindo que a empresa poderia ocultar beneficiários de transações financeiras.

Toffoli foi relator do caso no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, quando a relatoria foi transferida ao ministro André Mendonça. Durante seu período à frente do processo, houve embates com a Polícia Federal. A Maridt também administrava a participação da família Toffoli em um resort no Paraná, que foi vendido após aquisições por um fundo ligado ao Banco Master. O pastor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, investiu no empreendimento e foi preso em janeiro de 2026 na segunda fase da operação Compliance Zero. Toffoli declarou que nunca recebeu valores de Vorcaro ou Zettel e que a Maridt sempre foi uma empresa familiar com todos os atos devidamente declarados à Receita Federal.

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