CPMI do INSS encerra trabalhos sem aprovação de relatório após rejeição da maioria

A CPMI do INSS não aprovou o relatório final do deputado Alfredo Gaspar, com 19 votos contrários.
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Foto: Parecer de Alfredo Gaspar previa mais de 200 indiciamentos, incluindo “Lul

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não conseguiu aprovar seu relatório final, encerrando seus trabalhos sem um documento oficial. A rejeição ocorreu na madrugada de sábado, com 19 votos contrários e 12 favoráveis ao parecer do relator Alfredo Gaspar, que previa 216 indiciamentos, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

A votação resultou da articulação da base governista, que se uniu ao Centrão para barrar o texto apoiado pela oposição. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, também não aceitou a proposta de um relatório alternativo, que previa indiciamentos de outros nomes, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni.

A investigação tinha como foco fraudes no INSS, envolvendo operadores e empresas de fachada, além de crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa. A rejeição do relatório ocorreu após uma decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a prorrogação dos trabalhos da CPMI.

A articulação para a rejeição incluiu a exoneração temporária do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, permitindo que ele reassumisse seu mandato no Senado para participar da votação. A medida gerou surpresa na suplente Margareth Buzetti, que foi informada apenas após a publicação oficial.

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