A economia da Argentina apresentou um crescimento de 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgou essa informação na terça-feira, 23, e os números superaram as expectativas do mercado financeiro. Especialistas consultados projetavam um aumento de apenas 1,7% entre janeiro e março.
O desempenho do PIB foi impulsionado por diversas atividades econômicas essenciais. Uma colheita agrícola robusta e o aumento das exportações foram fatores determinantes para esse crescimento. Além disso, o setor de mineração e o segmento financeiro também contribuíram para a recuperação da economia local. O setor pesqueiro, por sua vez, teve um impacto significativo, registrando um crescimento de 27,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O agronegócio se destacou logo no início do ano, com a agricultura, a pecuária e a caça apresentando um crescimento de 18,1%. O relatório do Indec também revelou um aumento de 12,3% no setor de mineração e extração. As exportações argentinas, que aumentaram 9,8% em relação ao ano anterior, ajudaram a consolidar o cenário de alta da economia.
O consumo privado também se mostrou positivo, subindo 2,7% no primeiro trimestre de 2026. Esse aumento foi influenciado pela alta nas compras de bens importados, com o setor de automóveis liderando as importações no período. O relatório ainda apontou crescimento em outras áreas, como a intermediação financeira, que teve um aumento de 7,5% em 12 meses.
Outros segmentos também apresentaram resultados favoráveis, incluindo o setor que abrange famílias com empregados domésticos, que cresceu 6,3%, e o segmento de hotéis e restaurantes, que teve um avanço de 2,8%. No entanto, setores como a manufatura e a administração pública enfrentaram dificuldades, com a indústria de manufatura recuando 1,7% e a administração pública encolhendo 1,4% no mesmo período.
Considerando a variação ajustada sazonalmente, o PIB da Argentina, a terceira maior economia da América Latina, cresceu 0,7%, em comparação com o quarto trimestre de 2025. O Banco Central da Argentina divulgou, em junho, uma pesquisa que reúne estimativas de analistas do mercado financeiro local, que projetam um crescimento médio de 2,9% para o ano de 2026. Esse cenário reflete um otimismo cauteloso em relação à atividade econômica do país nos meses seguintes.

