No último sábado, dia 12 de setembro de 2026, Daniela Mercury fez uma provocação ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL), durante sua apresentação no Rock in Rio. A artista subiu ao Palco Sunset como convidada do trio formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil, levando consigo uma pessoa fantasiada de cavalo preto, que distribuiu cédulas falsas ao público presente.
A encenação foi registrada em vídeo por fãs que assistiam ao show e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. A figura do cavalo preto aludia diretamente ao título da produção sobre o ex-presidente, uma vez que a expressão “Dark Horse” em inglês refere-se a um azarão. Além disso, as notas falsas distribuídas pela figura do cavalo fazem referência ao financiamento do longa-metragem.
O projeto Dark Horse recebeu apoio financeiro de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, através de uma articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa movimentação financeira já havia chamado a atenção da Polícia Federal, que investiga a relação entre Flávio e Vorcaro para viabilizar o financiamento, bem como a origem dos recursos destinados à produção do filme.
As apurações da PF também incluem possíveis irregularidades envolvendo a produtora responsável por Dark Horse, além de investigar se parte do dinheiro utilizado no longa teve origem ilícita. Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, com Jim Caviezel interpretando o papel do ex-presidente. A estreia da produção estava inicialmente prevista para acontecer antes das eleições de 2026, mas foi adiada pela equipe de produção.
O momento provocativo de Daniela Mercury no Rock in Rio, além de gerar repercussão nas redes sociais, traz à tona as questões controversas que envolvem tanto a produção cinematográfica quanto a figura política de Jair Bolsonaro.