Um tribunal de apelação na França decidiu, nesta terça-feira (07), manter a condenação de Marine Le Pen por uso indevido de recursos da União Europeia (UE), porém, reduziu o período de inelegibilidade da líder do Rassemblement National. Com essa decisão, Le Pen, em teoria, pode voltar a se candidatar à Presidência nas eleições de 2027.
O tribunal condenou Le Pen a uma pena de três anos de prisão, sendo dois anos com a pena suspensa e um ano a ser cumprido com o uso de tornozeleira eletrônica. Essa situação pode complicar uma eventual campanha presidencial e gerou incertezas sobre a possibilidade de sua candidatura.
A líder política já manifestou anteriormente sua hesitação em concorrer à Presidência enquanto estiver sob monitoramento eletrônico, afirmando que isso poderia prejudicar sua campanha. Até o momento, Le Pen não confirmou se seguirá em frente com sua candidatura.
A expectativa é que a política se pronuncie sobre sua decisão nesta terça-feira, em uma entrevista à emissora TF1, marcada para às 20h no horário local (15h em Brasília).
Em março de 2025, Le Pen havia sido condenada por desvio de recursos, resultando em uma proibição imediata de exercer cargos públicos por cinco anos, o que inviabilizava sua quarta candidatura ao Palácio do Eliseu. Contudo, na decisão recente, o tribunal reduziu a punição para 45 meses de inelegibilidade, dos quais 30 meses foram suspensos. Com isso, considerando que parte da pena já foi cumprida desde a condenação anterior, ela pode estar apta a concorrer nas eleições presidenciais previstas para abril de 2027.
Entretanto, a pena de prisão com tornozeleira eletrônica pode impactar seus planos eleitorais. Caso Le Pen opte por não se candidatar, Jordan Bardella surge como o principal nome do Rassemblement National para a corrida presidencial. Bardella atualmente preside o partido, enquanto Le Pen continua a ser sua principal liderança política.

