Déficit das contas públicas alcança R$ 1,32 trilhões em 12 meses

Os dados do Banco Central revelam um déficit nominal de R$ 1,32 trilhão nas contas do setor.
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As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit nominal que atingiu R$ 1,32 trilhão nos 12 meses encerrados em junho, o que representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa informação foi divulgada pelo Banco Central e indica um dos maiores rombos já registrados na história, o que gera preocupação entre agências internacionais de classificação de risco.

No mês de junho, o déficit primário do setor público foi de R$ 55,3 bilhões, superando o resultado do mesmo mês do ano anterior, que foi de R$ 47,1 bilhões. Esse indicador abrange as contas do governo federal, estados, municípios e empresas estatais, desconsiderando os gastos com juros da dívida pública.

Quando os juros são considerados, o déficit nominal em junho chegou a R$ 166 bilhões, impulsionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, que totalizaram R$ 110,7 bilhões no mês. Nos últimos 12 meses, os gastos com juros somaram R$ 1,16 trilhão, correspondendo a 8,8% do PIB, o que contribuiu significativamente para a piora das contas públicas.

Os dados também revelam que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 81,9% do PIB em junho, totalizando R$ 10,8 trilhões, o maior nível desde o período da pandemia de Covid-19, em 2021. Em comparação com maio, quando a dívida era de 81,1% do PIB, houve um aumento de 0,8 ponto percentual. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula (PT), essa relação entre dívida e PIB subiu 10,2 pontos percentuais.

De acordo com o Banco Central, o crescimento da dívida foi impulsionado principalmente pelos juros nominais, emissões líquidas de títulos públicos e uma redução no PIB nominal ao longo do período.

No primeiro semestre de 2026, o setor público acumulou um déficit primário de R$ 80,2 bilhões, equivalente a 1,2% do PIB. No mesmo período de 2025, foi registrado um superávit de R$ 22 bilhões. Apenas o governo federal apresentou um saldo negativo de R$ 93,4 bilhões entre janeiro e junho, superando o déficit de R$ 12,3 bilhões do ano anterior.

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