Déficit em transações correntes recua 42% em setembro e soma US$ 5,1 bilhões

Banco Central informa que o saldo negativo das contas externas caiu para US$ 5,1 bilhões em setembro,.
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O Brasil registrou déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas em setembro, uma redução de 42% na comparação com o saldo negativo de US$ 8,8 bilhões anotado no mesmo mês de 2025. Os números foram apresentados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26). No acumulado de janeiro a setembro, o déficit somou US$ 49,3 bilhões.

Mesmo com o recuo anual, as transações correntes continuaram negativas. Nos 12 meses até setembro, o saldo ficou em US$ 60 bilhões, abaixo dos US$ 78,4 bilhões observados no mesmo período de 2025. As contas externas abrangem as movimentações de mercadorias, serviços e rendas entre o Brasil e outros países. Um resultado deficitário significa que as saídas líquidas de recursos superaram as entradas.

A balança comercial teve superávit de US$ 6,9 bilhões em setembro, contra US$ 2,5 bilhões no mesmo mês do ano passado. As exportações alcançaram US$ 34,6 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual. As importações ficaram em US$ 27,7 bilhões, queda de 1,7%. O desempenho do comércio de mercadorias ajudou a diminuir o déficit externo, mas não foi suficiente para tornar positivo o resultado geral das transações correntes.

Os investimentos diretos no país (IDP) atingiram US$ 11,3 bilhões em setembro, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Em 12 meses até setembro, o ingresso de investimentos diretos totalizou US$ 88,3 bilhões, equivalentes a 3,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, o acumulado era de US$ 86,6 bilhões, ou 3,39% do PIB. Em setembro de 2025, o indicador havia sido de US$ 85 bilhões, correspondentes a 3,87% do PIB.

O Banco Central também informou que as reservas internacionais caíram US$ 9,8 bilhões entre agosto e setembro, encerrando o mês em US$ 362,8 bilhões. As reservas servem de proteção para o país diante de crises externas e ajudam a atender necessidades de financiamento em momentos de pressão sobre as contas externas.

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