A vereadora Delegada Tathiana Guzella, do PL, divulgou uma nota negando as acusações de xenofobia que surgiram após uma discussão com a colega Vanda de Assis, do PT, durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba na quarta-feira (5). Em sua declaração, Guzella explicou que sua fala foi interrompida antes que pudesse concluir seu raciocínio, o que, segundo ela, gerou interpretações equivocadas sobre suas palavras. A parlamentar TAMBÉM afirmou que registrou um boletim de ocorrência contra Vanda por crime contra a honra.
O conflito teve início quando Tathiana Guzella pediu um aparte durante a fala da vereadora petista. Ela questionou se Vanda era natural do Ceará e, após a confirmação, perguntou: “Se a senhora gosta tanto de proteger, se a senhora gosta tanto de elogiar o PT, a atuação do PT, dos partidos correlatos ao PT, por que que a senhora não volta pro Ceará?”. Essa indagação gerou uma rápida acusação de xenofobia por parte de Vanda, levando a uma discussão que foi interrompida pelo presidente da sessão, vereador Leonidas Dias, do Podemos.
Na nota, Guzella esclareceu que sua fala ocorreu em um debate sobre políticas públicas direcionadas à população em situação de rua e que a menção ao Ceará teve um caráter “exclusivamente político”. Ela enfatizou que não tinha a intenção de fazer qualquer manifestação depreciativa em relação ao estado, ao povo cearense ou à população nordestina. A vereadora argumentou que sua crítica se dirigia apenas às escolhas administrativas e políticas públicas adotadas por governos de esquerda, um tema que considera legítimo no contexto parlamentar.
A parlamentar reforçou que não houve conteúdo discriminatório em suas palavras, afirmando que a xenofobia é uma forma de discriminação que deve ser combatida. Guzella se posicionou como uma defensora da integração entre brasileiros, independentemente de sua origem, e destacou que TAMBÉM é migrante.
Ela ainda mencionou a proposição que resultou na concessão do Título de Cidadão Honorário de Curitiba a Roberto Carlos de Carvalho Paiva, conhecido como Robertinho, que é natural do Nordeste. Além disso, recordou sua autoria na Lei Estadual nº 21.945/2024, que instituiu o Dia da Comunidade Nordestina no Paraná, e sua participação em uma solenidade de homenagem à comunidade nordestina na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2025.
Por fim, a vereadora declarou estar à disposição para esclarecimentos e reafirmou seu compromisso com a verdade, o respeito a todos os brasileiros, independentemente de sua origem, e a defesa das prerrogativas parlamentares.

