O delegado da Polícia Federal (PF) Umberto Ramos, atualmente adido na embaixada do Brasil em Roma, foi responsável por coordenar a operação que resultou na localização da ex-deputada Carla Zambelli na Itália. A informação foi divulgada em 21 de abril de 2026, às 13h47.
Zambelli fugiu do Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de dez anos de prisão por sua participação em uma organização criminosa digital, tornando-se foragida. O governo brasileiro formalizou o pedido de extradição junto às autoridades italianas, buscando a colaboração internacional para sua prisão.
Ramos liderou as investigações em solo italiano, utilizando uma equipe reduzida para identificar o paradeiro da ex-parlamentar. A operação incluiu a coleta de imagens e outros registros que foram organizados em um dossiê enviado à polícia italiana, fortalecendo a base para a localização e possível prisão de Zambelli.
Antes de sua atual função, o delegado chefiou a superintendência da Polícia Federal no Amazonas, onde se destacou no combate ao crime organizado e a delitos ambientais. Sua experiência foi crucial para a condução técnica e independente das diligências na Itália.
Informações indicam que Zambelli levava uma rotina comum no país europeu, sem adotar medidas rigorosas para se ocultar. Apesar disso, o trabalho da PF foi fundamental para reunir provas que subsidiaram a ação das autoridades locais na busca pela ex-deputada.
Umberto Ramos é irmão do ex-deputado federal Marcelo Ramos, que já exerceu a vice-presidência da Câmara dos Deputados. A atuação do delegado no caso ressalta a eficácia das operações de cooperação internacional nas investigações criminais.

