O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deliberou nesta terça-feira (8) que Deltan Dallagnol, ex-procurador da Justiça, é elegível para cargos políticos, permitindo sua candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão, que afastou a alegação de inelegibilidade, foi aprovada por 4 votos a 3, com a relatora do caso, juíza Vanessa Jamus Marchi, defendendo a elegibilidade do candidato.
A juíza Vanessa Jamus argumentou que os critérios de elegibilidade devem ser analisados para cada eleição, levando em consideração os fatos e provas disponíveis no momento. Ela ainda ressaltou que a jurisprudência eleitoral indica que não se deve aplicar decisões de uma eleição em outra sem uma reavaliação das circunstâncias que envolvem a elegibilidade.
Com base nessa interpretação, os fundamentos que levaram à cassação do mandato de Deltan como deputado federal em 2023 não poderão ser utilizados nas eleições de 2026 sem uma nova análise do caso. Votaram a favor da relatora a desembargadora Gisele Lemke, o juiz Osvaldo Canela Júnior e o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carraasco Falavinha, além de dois pareceres do Ministério Público Eleitoral que se opuseram aos pedidos de impugnação.
Por outro lado, foram vencidos na votação o juiz Everton Jonir Fagundes Menengola, o corregedor Fernando Antônio Prazeres e a juíza Nicole Trauczynski. A candidatura de Deltan Dallagnol enfrentou oposição da Federação Brasil da Esperança, composta por partidos como PT, PCdoB e PV, que argumentaram que ele tentava burlar o processo democrático ao se candidatar, dado que já havia sido declarado inelegível por oito anos tanto pelo Tribunal Superior Eleitoral quanto pelo Supremo Tribunal Federal.
A relevância da decisão é acentuada pelo fato de que Deltan lidera as pesquisas de intenção de voto para o Senado no Paraná. De acordo com a pesquisa do IRG/RIC, ele conta com 23,7% da preferência dos eleitores, enquanto na sondagem do Paraná Pesquisas, seu percentual chega a 30,8%.
A pesquisa IRG/RIC, que ouviu 1.200 pessoas no Paraná entre 31 de agosto e 3 de setembro, possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais e índice de confiança de 95%, estando registrada na Justiça Eleitoral sob o nº PR-02179/2026. Por sua vez, o levantamento do Paraná Pesquisas entrevistou 1.280 eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro, com margem de erro de 2,8 pontos e TAMBÉM um índice de confiança de 95%, registrado sob o nº PR-03399/2026.