Democracia Cristã escolhe Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência

O Democracia Cristã anunciou a pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República, substituindo Aldo Rebelo, que.
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Foto: Foto: Fellipe Sampaio/STF

No último fim de semana, o Democracia Cristã (DC) formalizou a pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) assume a vaga deixada pelo ex-deputado Aldo Rebelo, que não hesitou em manifestar sua insatisfação com a mudança. Rebelo, que também já ocupou uma posição ministerial, considerou a escolha como uma "afronta a tudo o que defendo como relações políticas".

Joaquim Barbosa, que se destacou nacionalmente ao relatar o julgamento do Mensalão, foi o primeiro negro a presidir o STF, cargo que ocupou de 2012 a 2014. Após se aposentar da Corte há 10 anos, passou a atuar na advocacia privada. O DC, em comunicado assinado pelo presidente nacional João Caldas, afirmou que "o povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história" e apresentou Barbosa como uma opção capaz de restaurar a confiança nas instituições do país.

Aldo Rebelo, em resposta ao anúncio da candidatura de Barbosa, destacou que considera a articulação em torno do ex-ministro como uma "afronta a tudo o que defende como relações políticas". Ele descreveu a divulgação da nova pré-candidatura como um "balão de ensaio" que não reflete os interesses coletivos necessários para um projeto político.

Apesar da mudança, Rebelo declarou que manterá sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Em suas declarações, destacou que "candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos". O ex-deputado enfatizou que foi escolhido para liderar um projeto de união e desenvolvimento, apoiado por sua trajetória sem mácula e sua experiência tanto na administração pública quanto no Congresso Nacional.

A movimentação no cenário político se intensifica à medida que as eleições se aproximam, e a escolha de Joaquim Barbosa pelo DC pode alterar as dinâmicas das disputas eleitorais, principalmente em relação à percepção pública sobre confiança nas instituições e na política brasileira. Com a trajetória de Barbosa e a resistência de Aldo Rebelo, o cenário se desenha para ser um dos mais debatidos até as eleições de 2026.

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