Denúncia aponta favorecimento a Deolane Bezerra durante a prisão

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado denunciou regalias atribuídas à advogada Deolane Bezerra na Penitenciária Feminina.
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De acordo com as informações, Deolane teria recebido um tratamento diferenciado durante a detenção. As alegações incluem a disponibilidade de uma cela improvisada, uma cama especial e até um chuveiro privativo. Além disso, o sindicato mencionou restrições no acesso de servidores à detenta, bem como a recepção exclusiva por parte da direção da unidade prisional.

A advogada, de 38 anos, foi presa em uma operação realizada pelo Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil, sob suspeita de estar envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela esteve na unidade de Santana entre 15h20 da quinta-feira, 21, e 5h20 do dia seguinte, sendo posteriormente transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada a 670 quilômetros da capital.

A SAP informou que a custódia de Deolane foi definida como "como advogada" por determinação judicial. No entanto, a secretaria não confirmou se haverá investigação sobre as alegações apresentadas pelo sindicato. A OAB-SP, por sua vez, ressaltou que a legislação permite que advogados em prisão preventiva sejam alojados separadamente dos demais detentos, em ambientes como salas de Estado-Maior.

Em relação aos privilégios mencionados, o Sinppenal destacou a existência de uma cela específica que passou por reforma e pintura, além de acomodações diferenciadas, como uma cama de ferro, colchão, lençol e travesseiro que não seguem os padrões comuns do presídio. Também foram relatados os benefícios de um chuveiro elétrico privativo e um tratamento alimentar distinto, destinado normalmente aos servidores da unidade.

Policiais penais compartilharam relatos em áudios e mensagens, afirmando que Deolane estava isolada das demais detentas. O sindicato formalizou um ofício à SAP solicitando a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para investigar as potenciais irregularidades e identificar os responsáveis. Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, expressou preocupações sobre a legalidade do tratamento dado à detenta, que tem suspeitas de ligação com o crime organizado.

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