O deputado federal Filipe Barros anunciou que deve protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem, realizada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói na abertura do Carnaval no Rio de Janeiro, gerou protestos de políticos da oposição.
Barros classificou o desfile como uma "pré-campanha" para Lula, que concorrerá à reeleição em outubro. Ele pediu que a Corte analise o caso da mesma forma que tratou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi declarado inelegível após um julgamento relacionado ao 7 de Setembro.
O senador Flávio Bolsonaro e outras legendas de centro-direita se opuseram ao desfile, afirmando que uma ação contra os crimes do PT será protocolada no TSE. Flávio criticou o desfile, alegando abusos do poder e ataques à família, enquanto o senador Sergio Moro descreveu o evento como um "deprimente espetáculo" e comparou à Coreia do Norte.
O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, defendeu que não há fundamento jurídico para discutir irregularidades no desfile, destacando que a homenagem é uma manifestação da liberdade de expressão artística. O PT negou qualquer envolvimento ou financiamento da ação, afirmando que não se trata de propaganda eleitoral antecipada, pois foi realizada por terceiros sem pedido explícito de voto.
