O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu o depoimento do deputado Ricardo Arruda no processo que o acusa de quebra de decoro parlamentar por ofensas dirigidas à ministra Cármen Lúcia, do STF. A representação contra Arruda foi protocolada por diversas deputadas e se refere a declarações feitas por ele na tribuna da Alep.
Em sua defesa, Arruda argumentou que não teve intenção de discriminar a magistrada, mas de criticar suas declarações em um julgamento, em que ela usou a expressão "pequenos tiranos". O deputado considerou essa fala desrespeitosa ao povo brasileiro e afirmou que sua manifestação foi uma resposta política, não um ataque pessoal.
Arruda também abordou o suposto xingamento às deputadas, afirmando que não houve menção nominal a elas e que sempre manteve uma postura crítica em relação a ministros do STF. O processo agora avança para a fase das alegações finais, que será iniciada após a intimação das partes.
Além disso, o colegiado designou Tito Barichello como relator de uma representação movida por Arruda contra o deputado Goura, que envolve supostas irregularidades em falas do parlamentar nas redes sociais.

