O deputado federal Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, protocolou um pedido de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Roberta Moreira Luchsinger. O requerimento foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fundamenta-se em novos elementos que surgiram nas investigações que envolvem os dois. O Ofício nº 314/2026, remetido nesta quarta-feira, destaca a possível atuação da Embaixada do Brasil em Madri na instalação de pessoas ligadas ao núcleo investigado na Espanha.
No ofício, Sanderson argumenta que as informações recentes devem ser integradas às investigações já existentes. O deputado destaca que a permanência de Lulinha fora do país, seus vínculos empresariais e pessoais na Espanha, além de novos dados sobre a atuação da representação diplomática, justificam a necessidade de se avaliar um potencial risco à aplicação da lei penal e à preservação das investigações.
O documento enfatiza que não se busca antecipar responsabilidades penais. Sanderson menciona que a autenticidade, a integridade e a relevância probatória dos elementos apresentados devem ser analisadas pelas autoridades competentes.
Um dos novos elementos citados no pedido refere-se a uma reportagem de 30 de setembro, que traz mensagens recuperadas do celular de Roberta Luchsinger. De acordo com o material, os diálogos sugerem que o então embaixador brasileiro em Madri, Orlando Leite Ribeiro, teria oferecido apoio da Embaixada durante a instalação de Roberta, Renata Moreira, esposa de Lulinha, e outros familiares na Espanha.
Diversos episódios são mencionados, incluindo a oferta de uma funcionária da Embaixada para ajudar nas visitas a escolas e na organização de agendas. As mensagens também mencionam a Universidade de Salamanca e falam sobre a oferta de uma van da Embaixada para auxiliar na compra de móveis.
O deputado Sanderson ressalta que a prisão preventiva deve ser aplicada somente se os requisitos legais forem atendidos e se medidas alternativas se mostrarem insuficientes. Ele argumenta a favor da necessidade de garantir a aplicação da lei penal e a efetividade das investigações. Caso o pedido de prisão não seja aceito, solicita que outras medidas cautelares adequadas sejam consideradas para preservar as investigações e assegurar a aplicação da lei penal.