Quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão foram afastados e receberam remunerações acima do permitido pela Constituição.
Os magistrados Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa estão sendo investigados pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de integrar uma organização criminosa voltada à venda de sentenças e à liberação relâmpago de alvarás.
A Operação 18 Minutos investiga um grupo de desembargadores suspeitos de manipular processos no Tribunal de Justiça do Maranhão com intuito de obter vantagem financeira. O pagamento aos desembargadores afastados ocorre no Estado que lidera os índices de extrema pobreza no País.
O Maranhão concentra a maior proporção de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza no Brasil. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 8,4% da população, cerca de 560 mil pessoas, vivem com menos de R$ 200 por mês. Outros 57,9% estão em situação de pobreza, com renda de até R$ 637 mensais.
Entre novembro e janeiro, o mês que mais favoreceu os desembargadores afastados foi dezembro, que registrou média de R$ 83 mil de salário líquido para Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa. O contracheque campeão foi o de Guerreiro Júnior, que recebeu R$ 87.137,82 em dezembro.

