Antes de se decidir pela permanência de Memphis, o presidente do clube enfrentou protestos em sua residência, em São Paulo. Torcedores do coletivo Pixadores da Fiel (PDF) se manifestaram, deixando faixas que exigiam a saída do dirigente e solicitavam uma intervenção judicial no clube. Uma das mensagens expostas clamava que "acabou a paz" no Corinthians.
Na noite de segunda-feira, 17 de agosto, houve uma mudança na situação. Durante uma reunião no Parque São Jorge, conselheiros do clube orientaram a diretoria a renovar o contrato do atacante por mais duas temporadas. Após isso, Stabile confirmou a intenção de formalizar o novo vínculo.
O presidente ressaltou que a prudência nas negociações foi fundamental e que a saúde financeira do Corinthians foi priorizada antes de concordar com os termos do contrato. "Eu sempre falei que a questão financeira era a mais importante para o Corinthians. Não adiantava eu fechar qualquer contrato se eu não comportasse pagar no futuro. Não estou pensando em mim, estou pensando em quem vem depois. Estamos fazendo um contrato de dois anos, não sei se eu estarei aqui. Sempre pensei na instituição, sofri as consequências… Para mim seria muito mais fácil assinar qualquer contrato, como vinham fazendo no Corinthians, e depois sair para o abraço; era o mais cômodo para mim", acrescentou.
A renovação do atacante ocorre em um cenário financeiro complicado para o clube, que ainda enfrenta três transfer bans ativos, uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões e investigações conduzidas pelo Ministério Público. Apesar desse contexto desafiador, a diretoria optou por avançar na manutenção de Memphis no elenco por mais duas temporadas.