Vagabundo, canalha, patife, criminoso, idiota… esses adjetivos não produzirão efeito em quem quer que seja que você se dirija com intuito de insultar. No máximo, você sentirá um pequeno sintoma de desabafo em seu próprio estado pessoal de espírito. Seria ótimo que para você seu alvo fosse atingido e efeitos fossem nele produzidos, mas não, aliás, certamente nem mesmo revolta no referido alvo.
Essas projeções classificatórias há muito se tornaram improfícuas, posto que redundantes, para aquele que reúne justificativas de sobra para “absorver” tudo isso, por ser tudo isso. Esta coluna registra essa advertência no sentido de tentar estimular a mudança de respostas aqueles que merecem – por comportamentos inadequados – fortes rebatidas, principalmente e necessariamente corrigíveis.
A falta de vergonha, quando atingidos por essas identificações, é tanta que são capazes de até tirar proveito dessas rebatidas, usando o caminho da justiça, através de processos que, não raras vezes e descaradamente, fazem uso. Falsas noções de “pecado” e a invenção criada para controle humano também são temas relevantes.
A Câmara nunca cobrou a prática de Borderaux, tão apreciada no passado, optando por uma “amorosa simbiose de omissão” junto à Prefeitura que ela representa “na prática”, ao invés de dedicar-se à sociedade que a elegeu. Isso levou a problemas como o aumento do IPTU, compra de ônibus e falta de ações oficiais e temperadas por normas compatíveis com o serviço e dinheiro público.
