A dívida bruta do governo brasileiro registrou um aumento de 0,9 ponto percentual em março, alcançando R$ 10,4 trilhões, o que representa 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Esses números foram divulgados pelo Banco Central (BC) no Boletim de Estatísticas Fiscais nesta manhã, 30 de abril de 2026, às 09h50.
O resultado fiscal do setor público consolidado indicou um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, uma deterioração significativa em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando foi registrado um superávit de R$ 3,6 bilhões. O Tesouro Nacional também reportou que as contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, fecharam o mês com um déficit primário de R$ 73,7 bilhões.
Além disso, as estatais apresentaram um déficit de R$ 500 milhões, enquanto os governos regionais conseguiram um superávit de R$ 5,4 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor público registrou um déficit primário total de R$ 137,1 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB, representando uma alta de 0,65 ponto percentual em relação ao acumulado até fevereiro.
Os principais fatores que impulsionaram a dívida bruta do governo geral (DBGG) foram os juros nominais, a emissão de dívida, a variação cambial e o crescimento do PIB nominal. Em relação à dívida líquida do setor público (DLSP), houve um aumento que levou esse indicador a 66,8% do PIB, ou R$ 8,6 trilhões, com uma alta de 1,3 ponto percentual apenas no mês de março.
Esses dados refletem as dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo brasileiro, evidenciadas pelo déficit primário e pelo aumento contínuo da dívida em um cenário econômico desafiador.

