Uma reunião interna do Supremo Tribunal Federal (STF) foi revelada à imprensa, com detalhes sobre a troca na relatoria do caso Master. Os ministros questionaram a precisão das citações divulgadas, sugerindo que Toffoli possa ter registrado as discussões, situação que ele negou ao se definir como discreto.
Durante o encontro, foi relatado que Moraes e Gilmar Mendes pretendiam manter Toffoli na relatoria, enquanto Carmen Lúcia e Edson Fachin se posicionaram contrariamente. O impasse foi superado com uma votação em que 8 ministros apoiaram sua permanência, mas Toffoli aceitou a saída em troca de uma decisão unânime sobre o tema.
Fux destacou confiança no ministro, dizendo que seu apoio seria definitivo. As críticas ao caso também se voltaram para a Polícia Federal, com Dino classificando provas enviadas ao STF como inaceitáveis. A fala de Gilmar Mendes indicou possível motivação política por trás das decisões de Toffoli.
A saída do ministro da relatoria foi acordada para preservar o que chamaram de 'institucionalidade', com a relatoria sendo atribuída a André Mendonça por sorteio. Toffoli disse que a decisão foi unânime e que o clima na reunião foi 'excelente', embora tenha reconhecido a necessidade de repactuar o caso com novos envolvidos.
