Em um episódio recente de controvérsia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou insatisfação com o apresentador de talk show Jimmy Kimmel, solicitando sua demissão da ABC e da Walt Disney. A demanda de Trump surgiu após Kimmel fazer um comentário sobre Melania Trump durante um monólogo no jantar de correspondentes da Casa Branca, onde ele a descreveu como tendo 'um brilho como o de uma viúva à espera'.
O jantar, que ocorreu no hotel Washington Hilton, foi interrompido por um ataque a tiros no sábado (25). O incidente envolveu um suspeito identificado como Cole Allen, que atacou agentes do Serviço Secreto, resultando em um ferido antes de ser contido e preso. O incidente trouxe ainda mais atenção aos comentários de Kimmel, que ocorreram dias antes do ataque, especificamente na quinta-feira (23).
Melania Trump, em resposta ao comentário de Kimmel, classificou suas palavras como 'corrosivas' e um reflexo de uma 'doença política' que, segundo ela, afeta os Estados Unidos. Ela fez um apelo em uma plataforma social, exigindo que a ABC tomasse uma posição clara contra o comportamento de Kimmel, questionando quantas vezes a liderança da emissora permitiria tal conduta em detrimento da comunidade.
Além do conflito direto entre Trump e Kimmel, a situação levanta questões sobre a liberdade de expressão e os direitos das emissoras, que são protegidos pela Primeira Emenda. Especialistas observam que as emissoras têm ampla margem para veicular conteúdos de comédia, mesmo aqueles que possam ser considerados ofensivos.
A pressão sobre a ABC e a Walt Disney se torna um desafio para o novo CEO da Disney, Josh D'Amaro, que assumiu o cargo no mês anterior. Melania Trump não obteve retorno imediato da emissora ou da Disney sobre suas solicitações.
Este não é o primeiro caso em que Trump critica programas de comédia ou notícias que não o agradam. Em diversas ocasiões, ele tem pressionado as agências reguladoras a tomar medidas contra emissoras que considera parciais. Em setembro, o Sinclair Broadcast Group e o Nexstar Media Group suspenderam temporariamente o programa de Kimmel em suas 70 estações afiliadas à ABC, abrangendo cerca de 25% das residências nos Estados Unidos.

