O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que considera a ideia de transformar a Venezuela em um "51º Estado" do país, em um contexto de crescente envolvimento de Washington no setor de petróleo da nação sul-americana. A afirmação foi feita em uma entrevista para a emissora Fox News e ocorre meses após a prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que aconteceu em janeiro.
Durante a entrevista, Trump enfatizou que o interesse dos EUA na Venezuela está relacionado ao seu potencial energético, mencionando que o país possui aproximadamente US$ 40 trilhões em reservas de petróleo. O republicano afirmou que a população venezuelana é favorável à sua administração: "A Venezuela ama Trump".
Informações da Fox News indicam que membros do governo dos EUA têm se reunido com executivos de grandes empresas petrolíferas para estimular investimentos na Venezuela. Companhias como Exxon e Conoco deixaram o país há quase 20 anos, em decorrência da política de nacionalização implementada por Hugo Chávez.
Em declarações anteriores, Trump já havia afirmado que os Estados Unidos "administrariam" a Venezuela durante um processo de transição política. Na mesma ocasião, Maduro foi levado a Nova York, onde enfrenta acusações de narcotráfico e terrorismo, apresentadas pelo Departamento de Justiça.
Atualmente, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tem colaborado com a Casa Branca durante esse período de transição. O governo Trump também alegou que a produção e as exportações de petróleo da Venezuela estão em ascensão sob a supervisão dos EUA, com os embarques superando 1 milhão de barris por dia em abril, o maior volume desde 2018.
Em março, Trump já havia levantado a possibilidade de anexação em uma postagem na rede Truth Social, afirmando que "coisas boas estão acontecendo na Venezuela ultimamente" e questionando se isso poderia estar relacionado à ideia de estadualidade, especificamente o número 51.

