O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, enfatizou que o sucesso do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, nas eleições de 2026 será crucial para a disputa presidencial de 2030. Ele argumentou que uma possível reeleição de Lula poderia comprometer o futuro do processo eleitoral no Brasil, ao aumentar a influência governamental sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração foi feita em uma postagem na rede social X, na qual Eduardo relacionou a situação política atual com as futuras nomeações para o STF. Ele destacou que, se Lula consolidar seu poder, isso poderia resultar na nomeação de mais juízes, o que, segundo ele, impediria a realização de uma nova eleição presidencial. "Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando mais quatro juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a quatro anos, com controle total do STF+TSE?".
Além disso, a manifestação de Eduardo também se relaciona com a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. Essa medida foi tomada após a divulgação de uma carta escrita por Jair em apoio à pré-candidatura de Flávio à Presidência da República.
Jair Bolsonaro ainda cumpre a determinação do STF em regime de prisão domiciliar. A suspensão das visitas de Flávio faz parte das medidas cautelares que estão sendo impostas no processo que tramita na Corte, refletindo a tensão atual no cenário político brasileiro e as implicações que isso pode ter nas futuras eleições.
Com o atual contexto, a articulação política entre os membros da família Bolsonaro e suas estratégias eleitorais se torna cada vez mais relevante. Eduardo Bolsonaro, ao destacar a necessidade de garantir a eleição de Flávio, aponta para uma preocupação com o cenário político e judiciário que poderá emergir nos próximos anos, especialmente com a proximidade das eleições de 2030.

