El Niño atinge intensidade excepcional no começo de novembro

Paraná apresenta mais chuva e tempestades em comparação com o episódio de 2023 – Foto: Divulgação. O.

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Paraná apresenta mais chuva e tempestades em comparação com o episódio de 2023 –

O fenômeno registra anomalias recordes na temperatura do Oceano Pacífico e pode alcançar seu pico em dezembro; Paraná apresenta mais chuva e tempestades em comparação com o episódio de 2023

O El Niño apresenta intensidade excepcional neste começo de novembro de 2026, com temperaturas recordes na faixa equatorial do Oceano Pacífico. Os dados mais recentes da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), agência de clima dos Estados Unidos, apontam uma anomalia de +3,4°C na temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, localizada no Pacífico Equatorial Central.

O índice é utilizado oficialmente para monitorar o fenômeno e identificar sua intensidade. O valor registrado neste momento é o mais alto desde o início do atual episódio e supera em 0,4°C o recorde observado durante o Super El Niño de 2015.

Pelo índice tradicional de monitoramento, o atual cenário já é classificado como um El Niño muito forte. Anomalias iguais ou superiores a +2°C são consideradas da categoria de intensidade excepcional, popularmente conhecida como Super El Niño.

A NOAA também utiliza um segundo indicador, chamado Índice Oceânico Niño Relativo (RONI), que considera o aquecimento dos demais oceanos tropicais. Por esse método, a anomalia na região Niño 3.4 está em +2,5°C, também dentro da categoria de El Niño muito forte.

Outro destaque está na região Niño 1+2, próxima aos litorais do Peru e do Equador. Nesse ponto, a temperatura da superfície do mar apresenta uma anomalia de +5,4°C, caracterizando um El Niño Costeiro de intensidade extraordinária.

Pico do El Niño deve ocorrer em dezembro

As projeções dos modelos meteorológicos indicam consenso de que o fenômeno deve alcançar sua intensidade máxima no final de 2026, seguindo o comportamento normalmente observado em episódios de El Niño.

A maioria das simulações aponta dezembro como o mês do pico. A mediana das projeções indica que a anomalia na região Niño 3.4 poderá se aproximar de +4°C.

Caso a previsão se confirme, o fenômeno ultrapassará com ampla margem o patamar de +2°C utilizado para caracterizar um Super El Niño. O resultado também superaria os maiores registros dos eventos observados ao longo do século 20, colocando o episódio atual em um nível sem precedentes nos últimos 170 anos de dados.

Intensidade não determina impactos no clima

Apesar da intensidade excepcional, a temperatura das águas do Pacífico não significa, necessariamente, que os efeitos do El Niño serão proporcionalmente maiores em todas as regiões do planeta.

A relação entre a intensidade do fenômeno e seus impactos climáticos não é linear. Cada episódio apresenta características próprias, influenciadas pela posição das águas mais quentes, pela circulação atmosférica, pelos ventos, pela temperatura dos demais oceanos e pela interação com outros padrões climáticos.

Dessa forma, um El Niño muito intenso pode provocar efeitos extraordinários em determinadas regiões e consequências mais moderadas em outras. Da mesma maneira, eventos menos intensos também podem causar impactos significativos em áreas específicas.

Paraná registra mais chuva que em 2023

As diferenças entre os episódios podem ser observadas na comparação entre o El Niño de 2026 e o registrado em 2023. Embora o fenômeno atual seja muito mais intenso, os impactos não se repetem da mesma maneira.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o atual episódio trouxe, até o momento, menos chuva do que o observado há três anos. Em São Paulo, o cenário também é diferente: enquanto o El Niño de 2023 esteve associado a grandes ondas de calor, o fenômeno de 2026 tem provocado excesso de chuva, inclusive com registros de enchentes.

No Paraná, a diferença também chama a atenção. O estado vem sendo mais afetado por chuvas e tempestades durante o atual episódio do que no El Niño de 2023. O cenário reforça que a intensidade do fenômeno, isoladamente, não é suficiente para determinar como cada região será atingida.

Resumo

El Niño registra anomalia de +3,4°C no Pacífico, superando o recorde observado em 2015.

Modelos meteorológicos apontam que o fenômeno pode se aproximar de +4°C em dezembro.

Paraná apresenta mais chuva e tempestades em comparação com o episódio de 2023



Fonte:A Rede PG

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