O ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, declarou nesta segunda-feira, 31, que a impunidade relacionada a homicídios no país reduziu de 97% para zero sob a administração do presidente Nayib Bukele. Essa afirmação foi feita em um evento voltado para a Segurança Pública, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em São Paulo.
Villatoro apresentou dados que evidenciam a queda significativa nos índices de homicídios desde a implementação de novas estratégias de combate ao crime organizado. Em 2015, foram registrados 3,9 mil homicídios Em El Salvador, enquanto a previsão para 2025 é de apenas 82 assassinatos, de acordo com informações da Polícia Nacional Civil.
O ministro ressaltou que a mudança na abordagem da segurança levou a um aumento no número de autores de homicídios processados pela Justiça. Ele garantiu que, a partir do ano passado, todos os casos de homicídios registrados, incluindo os 82 mencionados, foram levados ao sistema judiciário, resultando em impunidade zero.
Villatoro também se referiu a um balanço adicional que contabilizou 48 homicídios, reafirmando que nenhum deles ficou sem responsabilização. A abordagem adotada pelo governo visa desmantelar as organizações criminosas como um todo, e não apenas seus membros individuais, classificando essas facções como um "Estado criminal paralelo".
Essas facções, conforme explicou o ministro, dominavam comunidades, impunham suas regras e realizavam extorsões. Villatoro destacou que os assassinatos não eram fruto de conflitos pessoais, mas sim de ordens emitidas por essas organizações, que chegaram a reunir mais de 40 mil integrantes.
Durante sua visita ao Brasil, Villatoro se encontrou com o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, com quem discutiu estratégias de combate ao crime organizado e as medidas implementadas pelo governo salvadorenho. Essa reunião ocorre em um momento em que o tema da Segurança Pública se torna cada vez mais relevante no Brasil, especialmente diante do avanço das facções criminosas no país, que também foram classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.