Segundo a família, a colisão ocorreu quando a moto que ele pilotava bateu em um caminhão no trajeto –
O empresário Jorge Manuel Rodrigues Oliveira, conhecido como Jorge da Fluvimar, morreu aos 70 anos após se envolver em um acidente de motocicleta na Bolívia, entre Cochabamba e Tiwanaku, durante uma viagem rumo à região do Deserto do Atacama. Segundo a família, a colisão ocorreu quando a moto que ele pilotava bateu em um caminhão no trajeto.
Acidente durante viagem com amigos
De acordo com relato de familiares, Jorge pilotava sozinho a motocicleta, mas viajava em grupo, acompanhado de amigos que faziam o mesmo percurso. A viagem havia começado na noite de domingo, 16 de agosto, com destino final ao Atacama.
Casado, o empresário deixa três filhos: Rebecca, Raquel e Jorge Filho. A família informou que, até o momento, não há definição sobre data e horário do velório e do sepultamento.
A morte de Jorge Oliveira causou comoção no noroeste do Paraná, especialmente em Cianorte, onde ele mantinha residência, família e a sede da Fluvimar, fabricante de embarcações fundada por ele há 35 anos.
Imigrante português construiu indústria no interior do Paraná
Nascido no Vale de Ourém, no distrito de Leiria, em Portugal, Jorge deixou o país natal em busca de oportunidades no Brasil. Instalado no interior do Paraná, iniciou uma pequena operação familiar que, décadas mais tarde, daria origem à Fluvimar, empresa que o projetou no segmento náutico e o tornou figura conhecida na comunidade local.
A trajetória de Jorge e da empresa se confundem. Ele transformou a estrutura inicial, modesta, em uma indústria com presença consolidada no mercado náutico brasileiro, acompanhando de perto o desenvolvimento de novos projetos de embarcações.
Em celebração recente de aniversário da Fluvimar, o empresário destacou que o propósito da companhia era proporcionar experiências únicas para famílias apaixonadas por lazer, pesca e convivência, reforçando o caráter familiar do negócio.
Família destaca legado e perfil agregador
Para a filha Raquel, atual CEO da empresa, o pai deixa um legado pessoal e profissional. “Era um homem forte e corajoso, um ser humano extraordinário, humano, atencioso, prestativo, conselheiro, trabalhador, dono de um coração gigante, sempre disposto a ajudar, muito amoroso, um avô e pai maravilhoso”, afirma.
Segundo ela, além do motociclismo, Jorge praticava mergulho, gostava de viajar, fazer passeios e acompanhar os projetos de novas embarcações. Raquel lembra que estar ao lado da família era, nas palavras dele, sua maior prioridade.
Amigos, colaboradores e moradores de Cianorte têm usado as redes sociais para prestar homenagens ao empresário, destacando o impacto de sua atuação no desenvolvimento da região e no fortalecimento do setor náutico no interior do Paraná.
Com informações da Band.
Fonte:A Rede PG

