Na manhã de 15 de maio de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tomou a decisão de incluir o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, na Difusão Vermelha da Interpol. Tal inclusão visa facilitar a localização de Magro, que é considerado foragido, uma vez que ele reside Nos Estados Unidos desde 2016.
A solicitação para a inclusão na lista internacional foi feita pela Polícia Federal (PF), que está à frente da Operação Sem Refino, deflagrada nesta mesma manhã. A operação busca investigar o grupo empresarial de Magro, que é acusado de utilizar sua estrutura financeira e societária para ocultar patrimônio e evadir recursos para o exterior.
Além das suspeitas de evasão, a investigação também abrange alegações de fraudes fiscais e irregularidades na produção e comercialização de combustíveis. A Receita Federal identificou a Refit como o maior "devedor contumaz" do Brasil, com dívidas que ultrapassam R$ 26 bilhões, sendo R$ 9,6 bilhões somente em São Paulo.
Se a Interpol aceitar o pedido de inclusão, Ricardo Magro se tornará procurado em 196 países, o que permitirá sua detenção em território estrangeiro. Contudo, vale ressaltar que um alerta da Interpol não resulta em prisão automática Nos Estados Unidos. Para que uma detenção ocorra, é necessária uma base legal própria ou um tratado de extradição aplicável ao caso.
A inclusão de Magro na Difusão Vermelha, uma ferramenta que busca auxiliar na localização de indivíduos foragidos, aguarda análise da Interpol após o envio da solicitação pela PF. Caso o nome do empresário seja aceito, ele poderá ser localizado e eventualmente detido nas nações que fazem parte da rede internacional.

