Empresários e frentes parlamentares desenvolvem estratégias para evitar o estabelecimento do fim da jornada de trabalho 6×1 no primeiro semestre deste ano. Uma das ações prevê adiar a votação até depois das eleições de outubro, quando seria mais difícil alterar ou bloquear a proposta, segundo avaliação do grupo.
Outra frente envolve a produção de pesquisas e campanhas que ressaltam possíveis efeitos adversos da mudança na rotina de trabalho. Além disso, apresentação de alternativas à regra atual, como a redução de encargos sobre a folha de pagamentos ou a permissão para remuneração por hora efetivamente trabalhada, será explorada pelos setores.
Enquanto isso, o governo Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, trabalham para agilizar a tramitação da PEC, que tem origem na proposta de Erika Hilton. Motta anunciou que a admissibilidade da proposta será votada até março, antes de passar por análise em comissão especial. Ele frisou o compromisso com diálogo e sem radicalismos.
A expectativa é que a discussão avança em busca de equilíbrio entre as demandas empresariais e as iniciativas governamentais antes do pleito.

