Empresários pedem ao STF análise urgente de crise institucional

O manifesto, liderado pela Fiesp, conta com a adesão de 2.650 entidades e destaca a necessidade de.
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Um grupo de entidades empresariais divulgou um "Manifesto à Nação Brasileira", solicitando que o Supremo Tribunal Federal (STF) examine a crise institucional que o Brasil enfrenta. A mobilização é liderada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que está organizando o apoio do empresariado. Até o momento, 2.650 entidades representativas de classe assinaram o documento.

O manifesto destaca que o Brasil atravessa uma crise institucional grave, com o epicentro na Corte de Justiça, que é a responsável por interpretar a Constituição. Segundo o texto, essa não é uma situação isolada, mas sim um problema que demanda atenção urgente. Apesar das tentativas de contato, a Fiesp e seu presidente, Paulo Skaf, não se manifestaram sobre o assunto.

O documento ressalta que "não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita", afirmando que a autoridade de um tribunal provém da legitimidade, que é garantida pela imparcialidade e transparência. O texto indica que, caso a legitimidade do Judiciário seja questionada, a segurança jurídica e a confiança nas instituições ficam comprometidas, impactando a paz social.

Além disso, o manifesto enfatiza que o STF, como guardião da Constituição, deve prestar contas e ser transparente em suas decisões. As entidades afirmam que a sociedade brasileira demanda que o Plenário do Supremo examine os fatos em sessão pública e tome decisões de forma urgente, sem corporativismos.

"A resposta que a Nação aguarda não admite prazo! Cada dia é um dia a mais de descrédito", alerta o manifesto, que também reconhece que o Brasil já superou crises profundas no passado. O texto defende o fortalecimento do STF e a proteção de sua autoridade, embora uma versão preliminar do manifesto tenha sido descartada após discussões sobre os limites do setor empresarial.

A Fiesp não é nova nesse tipo de mobilização. Em agosto de 2022, a entidade lançou um manifesto em defesa da democracia e da Justiça, assinado com outras organizações. Em setembro de 2021, sob a liderança de Skaf, a Fiesp publicou um manifesto que defendia a harmonia entre os Três Poderes. Em 2015, a federação organizou o movimento "Não Vou Pagar o Pato", que se opunha a um aumento de impostos, utilizando um pato inflável como símbolo da protesto.

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