Esquema de propina com cartões ilimitados é atribuído a Daniel Vorcaro

Um sofisticado esquema de corrupção envolvendo até 90 cartões de crédito sem limite é investigado. Daniel Vorcaro,.
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Uma nova investigação aponta para a criação de um método inédito de pagamento de propina por Daniel Vorcaro, controlador do banco Master. O ex-banqueiro supostamente distribuiu entre 80 e 90 cartões de crédito ilimitados a indivíduos que ele chamava de "parceiros", incluindo autoridades públicas. Este esquema possibilitava que os beneficiários arcassem com despesas de alto valor, como viagens de luxo e aquisição de veículos de prestígio.

O que distingue este esquema de corrupção de práticas tradicionais é a falta de um rastro financeiro direto. Os cartões estavam registrados em nome de Vorcaro e eram emitidos pelo banco que ele controlava. Para realizar transações, bastava que ele compartilhasse a senha do cartão com os beneficiários. Dessa forma, não havia transferências bancárias ou saques que pudessem ser facilmente rastreados até os receptores das vantagens.

A prática não é inédita no meio político, pois já havia indícios do esquema durante a CPMI que investigou fraudes contra aposentados e pensionistas. Naquela ocasião, a bancada que apoiava o governo interveio, dificultando o aprofundamento das investigações sobre essa linha de corrupção.

Uma tentativa do deputado Evair de Melo (PP-ES) de convocar os diretores das bandeiras Visa e MasterCard para depor sobre o caso foi prontamente rejeitada, impedindo que a investigação avançasse naquele momento.

Atualmente, as expectativas giram em torno de uma possível delação de Vorcaro, que pode revelar os nomes dos beneficiários dos cartões de crédito sem limite. A identificação dessas pessoas é considerada crucial para entender a extensão da rede de corrupção que se formou em torno do banco Master.

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