Estudo revela aceleração do envelhecimento molecular e aumento do câncer precoce entre jovens

Uma pesquisa da Washington University School of Medicine aponta que o envelhecimento biológico acelerado entre gerações mais.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Pesquisadores da Washington University School of Medicine, localizada em St. Louis, realizaram um estudo que sugere que as gerações mais jovens estão experimentando um envelhecimento biológico mais acelerado em comparação com as anteriores. Esse fenômeno está associado a um aumento no número de diagnósticos de câncer em idades cada vez mais jovens. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Medicine e analisou dados de mais de 150 mil indivíduos nos Estados Unidos e no Reino Unido ao longo de aproximadamente 15 anos.

O estudo levou em consideração não apenas a idade cronológica dos participantes, mas também sinais moleculares e fisiológicos que refletem o desgaste biológico real do corpo. Os resultados indicaram que as pessoas nascidas na década de 1990 apresentaram uma disparidade maior entre a idade biológica e a idade cronológica quando comparadas àquelas nascidas nos anos 1960.

A pesquisa aponta que quanto maior a diferença entre a idade biológica e a cronológica, maior é o risco de desenvolvimento de câncer. O envelhecimento acelerado foi associado a um aumento de aproximadamente 15% na probabilidade de câncer sólido em estágios iniciais. Os pesquisadores também identificaram relações específicas entre o envelhecimento e diferentes órgãos. Por exemplo, o envelhecimento acelerado do sistema imunológico foi vinculado ao câncer de pulmão em jovens, enquanto mudanças no tecido adiposo foram associadas ao câncer colorretal.

Em países como Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, jovens nascidos na década de 1990 enfrentam um risco de pelo menos quatro vezes maior de desenvolver câncer colorretal em idade precoce em comparação com aqueles nascidos nos anos 1960. Vale ressaltar que o Brasil não fez parte desta análise.

Yin Cao, uma das epidemiologistas envolvidas no estudo, destacou que a identificação de sinais de envelhecimento acelerado pode possibilitar o desenvolvimento de estratégias de prevenção mais eficazes. A pesquisadora afirmou que, ao conseguirem identificar indivíduos com envelhecimento biológico acelerado antes do surgimento de sintomas, será possível realizar intervenções mais precoces.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde relatou que os casos de câncer diagnosticados em pessoas com menos de 50 anos aumentaram 24% em todo o mundo entre 1990 e 2019.

PUBLICIDADE

Relacionadas: