Estudo revela que quase 80% dos argentinos acreditam em campanha contra o país

Uma pesquisa recente aponta que 79,1% da população argentina vê a existência de uma campanha ‘anti-Argentina’, com.
WhatsApp
Facebook
Twitter
Print

Uma pesquisa realizada pela Trepuntozero revela que uma parcela significativa da população argentina, cerca de 79,1%, acredita na existência de uma campanha denominada ‘anti-Argentina’. O estudo, divulgado pelo jornal Clarín, indica que a maioria atribui a motivação dessa suposta campanha à inveja relacionada às conquistas esportivas da seleção argentina.

Dentre os entrevistados, 69,1% afirmam que percebem essa campanha como orquestrada. A Trepuntozero, que conduziu a pesquisa entre os dias 23 e 24 deste mês com 1000 participantes, tem a analista Shila Vilker à frente e é considerada mais alinhada a grupos de oposição. A pesquisa apresenta uma margem de erro de aproximadamente 3,2%.

A Inglaterra é identificada como o principal país que nutre aversão à Argentina, com 27% da população concordando com essa afirmação. O Brasil aparece em sexto lugar, com 7,1%, atrás de Espanha (18,2%), México (14,5%) e Chile (10,7%). Os EUA também são mencionados, com 7,9% de desaprovação.

As recentes conquistas da seleção Albiceleste, incluindo a Copa América de 2021 e 2024, além da Copa do Mundo de 2022, são apontadas como o principal motivo para as críticas, com 35,2% dos argentinos acreditando que esse é o cerne do “ódio”. Em segundo lugar, a insatisfação é relacionada ao governo de Javier Milei, enquanto apenas 11,2% acreditam que o racismo entre os argentinos seja um fator relevante.

A resposta do governo Milei a essas percepções é considerada negativa por 57,1% dos entrevistados. O presidente argentino, em uma entrevista à rádio Radio Mitre, acusou o governo brasileiro de ser um dos financiadores dessa suposta campanha contra a Argentina, afirmando que 25% dos recursos utilizados teriam origem no Brasil.

Milei também insinuou que o México de Claudia Sheibaum e o Partido Democrata americano estariam envolvidos no financiamento da campanha. Essas declarações ocorreram após sua participação em uma convenção do PL em São Paulo, onde foi anunciada a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.

PUBLICIDADE

Relacionadas: