Na terça-feira, 14, os Estados Unidos conduziram uma nova ofensiva militar contra o Irã, atingindo diversas instalações próximas ao Estreito de Ormuz. A operação, que teve início às 22h (horário da costa leste dos EUA), foi anunciada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), o qual destacou que a ação foi direcionada a alvos estratégicos, incluindo bases de mísseis e sistemas de defesa costeira.
Esta nova rodada de ataques se deu no mesmo dia em que os EUA restabeleceram um bloqueio naval na região, que começou às 16h. Para essa operação, mais de 20 navios da Marinha dos EUA, acompanhados por centenas de aeronaves militares, têm operado ativamente no Oriente Médio, reforçando a presença militar norte-americana.
O comunicado do Centcom afirmou que a ofensiva teve duração de sete horas e incluiu o uso de caças, drones e embarcações da Marinha. O objetivo declarado é atenuar a capacidade do Irã de realizar ações que possam comprometer a navegação comercial e a segurança de tripulações civis na área.
Além disso, essa foi a quarta noite consecutiva em que as forças norte-americanas atacaram alvos no Irã. Nas ações anteriores, entre os dias 13 e 14, instalações em localidades como Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas foram atingidas, conforme informações emitidas pelo Comando Central.
O presidente Donald Trump, em declaração à emissora Fox News, ressaltou a estratégia de intensificar os ataques: “Vamos atingi-los com muita força esta noite, amanhã à noite e na noite seguinte”, afirmou, prometendo que a situação do Irã se deterioraria ainda mais na próxima semana, abrangendo alvos como usinas de energia e pontes.
Adicionalmente, Trump havia anunciado um “pedágio” de 20% sobre toda carga que passasse pelo Estreito de Ormuz em 13 de julho. Contudo, no dia seguinte, ele destacou uma mudança de estratégia, sugerindo que acordos comerciais e de investimento seriam priorizados sobre o bloqueio proposto.

