Após a liberação de documentos sobre Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA, Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe britânico, foi detido. A prisão ocorreu na manhã de 19 de fevereiro, em sua mansão em Sandringham, Inglaterra, e não está relacionada a crimes sexuais, mas ao compartilhamento de informações sigilosas do governo britânico.
Entre os delitos atribuídos a Andrew, estão a divulgação de relatórios de visitas comerciais e informações sobre investimentos no Afeganistão. O ex-príncipe é suspeito de ter passado um documento do Tesouro britânico a um contato de negócios. O monarca Charles III e o primeiro-ministro Keir Starmer se manifestaram quanto à situação, enfatizando a importância da lei.
Documentos revelados indicam que Andrew enviou informações confidenciais a Epstein em e-mails de 2010, incluindo relatórios sobre visitas ao Sudeste Asiático e oportunidades de investimento no Afeganistão. A natureza dos anexos e o tempo entre o recebimento e o encaminhamento dos documentos levantam suspeitas sobre a conduta do ex-príncipe.
As oportunidades de investimento mencionadas envolviam commodities agrícolas e minerais, além de referências a contatos em Abu Dhabi. A investigação sobre as ações de Andrew prossegue enquanto mais informações sobre sua ligação com Epstein estão sendo apuradas.

