Na noite de 6 de julho de 2026, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que entregou à Polícia Federal (PF) as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam sob sua responsabilidade. A defesa de Bolsonaro havia afirmado que oito armas estavam com o Batalhão, mas os militares esclareceram que apenas seis estão sob sua posse.
O Comando do Batalhão informou que o número de série de uma das armas que alegadamente não está armazenada é o mesmo da arma que foi apreendida durante uma abordagem a um membro da segurança do ex-presidente, ocorrido em junho. Essa informação foi relevante para o andamento do processo, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a entrega das armas à PF nesta mesma data.
A decisão de Moraes incluiu a prorrogação da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, destacando que a posse das armas seria “incompatível” com o cumprimento de sua pena criminal. Além disso, o ex-presidente teve seu Certificado de Registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CAC) suspenso.
A defesa de Jair Bolsonaro esclareceu que, entre as dez armas registradas em seu nome, duas já haviam sido entregues à PF em abril de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). As oito armas restantes, conforme afirmado, estariam com o Exército, mas isso foi contestado pelo Comando.
De acordo com a lista de armas mencionada na decisão do ministro, as que não estão sob custódia do Exército incluem a Pistola Glock calibre 9×19 e a Espingarda Maestro Arms Company. As armas registradas em nome de Bolsonaro incluem: Pistola Taurus calibre .380, Pistola Taurus calibre .40, Pistola Glock calibre 9 mm, Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56 mm, Pistola Caracal calibre 9 mm, Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62 mm, Espingarda Typhoon calibre 12, Pistola Arex calibre 9 mm e Pistola SIG Sauer calibre 9 mm.
O desenrolar deste caso reflete as tensões em torno da posse de armamentos por figuras públicas e as implicações legais que surgem a partir de decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente. A situação permanece sob monitoramento das autoridades competentes, que devem seguir avaliando a legalidade e a segurança no manejo das armas mencionadas.

