O filme brasileiro Feito Pipa, sob a direção de Allan Deberton, foi premiado em duas categorias no Festival de Guadalajara, realizado no México. A produção recebeu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Interpretação, que foram concedidos a Teca Pereira e Yuri Gomes, na seção Maguey. Essa seção é dedicada a longas-metragens de ficção e documentários que tratam de questões queer relacionadas à comunidade LGBTQ+.
Na justificativa do júri, foi destacado que "este filme nos mostra a magia, a inocência e o amor por meio de seus personagens". O júri elogiou a forma como a narrativa é construída a partir da perspectiva de um personagem e ressaltou a importância do design de produção, das atuações e da cinematografia na obra. Eles também enfatizaram a necessidade de criar e manter espaços seguros para identidades queer e para as pessoas que amamos.
A trama de Feito Pipa gira em torno de Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino que sonha em ser jogador de futebol e vive sob os cuidados amorosos de sua avó Dilma, interpretada por Teca Pereira. Com a saúde de Dilma em deterioração, Gugu tenta ocultar a situação para evitar ser separado dela e ter que morar com seu pai, personagem vivido por Lázaro Ramos. O filme, rodado em Quixadá, no interior do Ceará, apresenta uma narrativa sensível que explora temas de amadurecimento, pertencimento e afeto.
Feito Pipa continua a acumular prêmios em festivais internacionais de cinema. Um dos momentos mais marcantes na trajetória do longa foi sua participação na Berlinale, onde foi aplaudido de pé e conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme na categoria Júri Jovem, além do Grande Prêmio do Júri Internacional na mostra Generation Kplus.
Com seu olhar sensível e envolvente, Feito Pipa se destaca no cenário cinematográfico, trazendo à tona questões importantes e emocionais que ressoam com o público.

