Filme Surda, que destaca a primeira atriz surda a vencer o Goya, estreia no Brasil

O longa Surda, que chega aos cinemas brasileiros em 14 de maio, marca um avanço na representatividade.
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Cena de Surda, drama espanhol que rendeu o primeiro prêmio Goya a uma mulher sur

O filme Surda, conhecido como Sorda em sua versão original, será lançado nos cinemas do Brasil no dia 14 de maio. A produção se destacou nas premiações internacionais, sendo reconhecida pela crítica como uma obra que avança na acessibilidade no cinema europeu. A atriz Miriam Garlo, que interpreta a protagonista, fez história ao se tornar a primeira mulher surda a receber o Goya de Melhor Atriz Revelação.

A trama se concentra em Angela, interpretada por Miriam Garlo, uma mulher com deficiência auditiva que enfrenta o preconceito tanto de sua família quanto da sociedade durante a gravidez. A diretora Eva Libertad tem como objetivo mostrar que, apesar de ter uma rede de apoio, a protagonista frequentemente se vê sozinha ao lidar com as inseguranças da maternidade, questionando sua capacidade de ser mãe devido à sua deficiência.

Eva Libertad e Miriam Garlo colaboraram para desenvolver uma personagem rica e complexa, onde a condição de surdez não é o único foco, mas sim as escolhas e falhas que Angela enfrenta ao longo da narrativa. A diretora enfatiza que o intuito é afastar a representação da pessoa surda do estereótipo de ‘vítima’ ou ‘heroína’, colocando-a em um contexto humano e visceral, que trata do direito de ser imperfeita e das pressões sociais que recaem sobre ela.

Outro ponto forte de Surda é seu desenho de som, que se apresenta como um dos maiores acertos da obra. A equipe de produção buscou traduzir a percepção auditiva de Angela ao público ouvinte, utilizando vibrações e texturas sonoras em vez do silêncio absoluto. Essa escolha proporciona uma experiência narrativa tátil e imersiva para o espectador.

Além da proposta estética inovadora, o filme também demonstra um compromisso social com a inclusão, integrando recursos de acessibilidade desde a fase de roteiro. Surda será exibido no Brasil com legendas descritivas, audiodescrição e interpretação em Libras, refletindo a filosofia de produção que Eva Libertad considera fundamental.

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