Na última segunda-feira (27), o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, fez declarações contundentes sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa na 31ª edição da feira Agrishow, realizada em Ribeirão Preto, São Paulo. Flávio referiu-se a Lula como um 'produto fadigado' e uma 'mercadoria vencida', afirmando que o chefe do Executivo apresenta sinais de cansaço e falta de vontade para governar.
O senador criticou a situação econômica do Brasil, alegando que não compensa mais investir no país, que, segundo ele, estaria 'falido'. Em suas palavras, Lula não demonstra mais energia para conduzir o país, insinuando que o presidente estaria apenas agravando os problemas existentes, deixando-os para o próximo mandatário resolver.
Flávio também destacou a necessidade de enxugar as contas públicas, prometendo que, se eleito, tomará medidas para reduzir as taxas de juros e tornar o Brasil um ambiente mais atrativo para investimentos, tanto internos quanto externos. Ele mencionou a importância de uma carga tributária mais leve e de um tratamento rigoroso para criminosos, que, segundo ele, impactam negativamente a produção no país.
Durante a coletiva, o senador comentou sobre os resultados da pesquisa Nexus/BTG, que apontou uma tendência de crescimento de sua candidatura em contraste com a queda de Lula. Flávio se mostrou satisfeito com os números, que indicam que, em um possível segundo turno, a disputa entre ele e Lula está empatada tecnicamente, com o petista registrando 46% das intenções de voto, enquanto ele aparece com 45%. Além disso, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 1% não soube ou não respondeu.
O Palácio do Planalto foi solicitado a se pronunciar sobre as declarações de Flávio, mas ainda aguarda um retorno oficial. A coletiva na Agrishow, que reúne diversos setores do agronegócio, serviu como um palco para Flávio expor suas críticas ao governo atual, num momento em que a corrida presidencial se intensifica no Brasil.

