Flávio Bolsonaro denuncia uso de estrutura governamental por familiares de Lula

Durante agenda de campanha em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou familiares do presidente Luiz Inácio Lula.
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez declarações contundentes nesta terça-feira, 18, durante um evento de campanha em Belo Horizonte. Ele acusou familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de terem utilizado a estrutura do governo para realizar negócios, aludindo a mensagens que estariam sob investigação da Polícia Federal.

Flávio mencionou Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que foi ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência. De acordo com o candidato, Marcola teria facilitado o acesso de pessoas próximas à família de Lula a diversos ministérios, o que, segundo ele, configura uma utilização indevida de recursos públicos.

Em meio a suas críticas, o candidato também abordou as fraudes relacionadas aos descontos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), prometendo que aqueles que se beneficiaram de maneira ilícita seriam responsabilizados. "Vamos responsabilizar aquelas pessoas que tiveram a pachorra de roubar dinheiro de aposentado, como, ao que tudo indica, é o filho do Lula, é o Marcola do Lula", afirmou Flávio.

A investigação em questão envolve um valor de R$ 249 mil recebido por Marcola da lobista Roberta Luchsinger, que também é alvo de apuração pelo caso do INSS e mantém vínculos com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Marcola alega que o montante foi um empréstimo pessoal que já foi quitado e nega qualquer irregularidade.

Além de criticar Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares, Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a postura de outros candidatos à Presidência. Ele mencionou que incentivou a candidatura de outros representantes da direita, mas expressou descontentamento com os ataques recebidos de adversários, como Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Flávio considerou essa estratégia de ataque equivocada e defendeu a união entre os candidatos de direita para barrar a continuidade do PT no governo federal.

A agenda de Flávio em Belo Horizonte destaca não apenas a sua linha de ataque ao governo atual, mas também uma tentativa de consolidar alianças e estratégias entre candidatos da direita, em um cenário eleitoral marcado por divisões e rivalidades políticas.

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