O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está intensificando sua agenda eleitoral com uma reunião agendada com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça de El Salvador. A confirmação do encontro ocorreu durante uma transmissão ao vivo, nesta quinta-feira, 27, e está marcada para o próximo domingo, 30. Embora o local exato ainda não tenha sido definido, aliados do senador indicam que a reunião deve ocorrer em São Paulo.
Flávio destacou que El Salvador é um exemplo mundial em segurança pública, citando a significativa redução nos índices de criminalidade no país. "Domingo tem previsto aqui uma conversa com Gustavo Villatoro, que é simplesmente o ministro da Justiça de El Salvador, um país que se destacou mundialmente por ter conseguido zerar praticamente a criminalidade", afirmou o candidato durante a transmissão. Ele comparou a situação de El Salvador à realidade brasileira, enfatizando que o país se tornou um dos mais seguros do mundo.
O encontro com Villatoro se dá no contexto da apresentação do programa Brasil Sem Medo, que propõe a construção de cinco presídios federais de segurança máxima, seguindo o modelo do presidente Nayib Bukele. O plano de Flávio também inclui a criação de 500 mil vagas no sistema prisional e a implementação de um complexo federal destinado a líderes de facções.
Desde 2022, o modelo de segurança de El Salvador tem servido de inspiração para setores da direita no Brasil, promovendo medidas como regimes especiais, ampliação de poderes das forças de segurança e detenções mais amplas. O governo salvadorenho atribui a queda nos homicídios à sua estratégia de segurança, enquanto críticos e entidades internacionais apontam supostos abusos, incluindo prisões arbitrárias.
Flávio Bolsonaro já visitou El Salvador e teve a oportunidade de conhecer o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), um ícone da política de encarceramento em massa do país. Gustavo Villatoro é um dos principais idealizadores dessa abordagem de segurança, que tem atraído a atenção de diversos políticos conservadores brasileiros. Além de Flávio, outros nomes como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG), Romeu Zema (Novo-MG) e Renan Santos (Missão-SP) também demonstraram interesse em adotar políticas semelhantes no Brasil.