O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, declarou nesta sexta-feira (21) que pretende que criminosos deixem o Brasil até o fim de 2026. Em um comício realizado em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, o senador enfatizou que, caso eleito, implementará uma política de combate à criminalidade mais rigorosa a partir do próximo ano.
"Metam o pé até o final do ano, enquanto vocês têm um presidente da República que passa a mão na cabeça de vocês, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos, ou vocês serão neutralizados pelas nossas polícias", afirmou Flávio, que estava acompanhado do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, e dos candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e ao Senado, Carlos Jordy e Carlos Portinho.
Durante seu discurso, o candidato colocou o enfrentamento ao crime organizado como prioridade em um possível governo. Ele defendeu também que facções criminosas e milícias sejam tratadas como grupos terroristas, reforçando a necessidade de uma abordagem mais severa.
Outra proposta apresentada por Flávio envolve o aumento das penas para crimes como o roubo de celulares. Ele propôs que condenados por esse tipo de crime cumpram um mínimo de oito anos de prisão e trabalhem para ajudar a custear suas despesas no sistema penitenciário. "Ladrão de celular vai ficar preso no mínimo 8 anos e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia, para dar valor, para saber como é difícil comprar um celular. Nós vamos brigar pelo povo trabalhador desse Brasil", declarou.
Flávio também abordou a segurança das mulheres, criticando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que pretende ampliar o uso de tecnologia para prevenir a violência contra mulheres. "O Brasil no governo Lula é o recordista de mortes e assassinatos de mulheres, simplesmente pelo fato de serem mulheres. Nós vamos botar um ponto final nisso", afirmou o candidato.
Ele propôs a criação de mecanismos que acionariam automaticamente as forças de segurança em situações de risco, com o objetivo de proteger as mulheres de atos de violência. "Nós vamos garantir com tecnologia que a mulher não seja mais vítima desse machismo, porque, se chegarem perto delas, a polícia é acionada automaticamente", disse.