Um fragmento ósseo de elefante com cerca de 2,2 mil anos, encontrado em Córdoba, na Espanha, pode representar a primeira evidência arqueológica direta do uso de elefantes de guerra na Península Ibérica. A peça foi localizada em 2019 no sítio Colinas de los Quemados e analisada posteriormente por pesquisadores.
O estudo sustenta que o osso — do tamanho aproximado de uma bola de beisebol — pertencia ao carpo da pata dianteira direita do animal, estrutura equivalente ao “tornozelo”.
Os pesquisadores associam o achado à campanha militar conduzida por Aníbal Barca durante a Segunda Guerra Púnica, conflito travado entre Roma e Cartago entre 218 e 202 a.C. O emprego desses animais tinha função estratégica e psicológica, voltada à intimidação das tropas inimigas.
Os cientistas buscam determinar a espécie do elefante. Uma das hipóteses é que se trate de um elefante asiático (Elephas maximus indicus), utilizado por Cartago na Primeira Guerra Púnica. Outra possibilidade é que o animal fosse um elefante africano do Norte (Loxodonta africana pharaonensis), subespécie hoje extinta e associada aos exércitos cartagineses.