Embora os gastos feitos com o cartão corporativo não estejam sendo investigados diretamente, o inquérito que envolve Casares apura a suspeita de apropriação indevida de aproximadamente R$11 milhões dos cofres do São Paulo, quantia que não foi justificada em relação ao seu uso. Além disso, o ex-presidente enfrenta um processo administrativo que pode resultar em sua expulsão do quadro associativo do clube.
A falta de regulamentação sobre o uso do cartão corporativo até dezembro de 2022 foi um dos pontos destacados pela reportagem. Em resposta às acusações, o advogado Bruno Borragine, defensor de Casares, afirmou que os valores devolvidos foram aqueles que poderiam ser interpretados como uso pessoal, ressaltando que o cartão foi utilizado exclusivamente em função de suas atividades como Presidente do São Paulo Futebol Clube. Ele ainda argumentou que os demais gastos são de natureza operacional e que o setor financeiro possui registros detalhados.
O balanço financeiro de 2025, que incluiu a quitação dos gastos da Diretoria Financeira, indicou um superávit de R$57 milhões e uma redução da dívida em R$110 milhões, além de um faturamento recorde de R$1,07 bilhão no período. Casares justificou o volume elevado de gastos com o cartão afirmando que sua agenda exigia constantes reuniões e viagens relacionadas ao clube.
A administração do São Paulo também se manifestou sobre o caso, afirmando que, caso seja comprovado o uso indevido do cartão corporativo para fins pessoais, buscará o ressarcimento dos valores. O clube destacou que o montante devolvido foi determinado por Casares quando ele ocupava a presidência e que o novo presidente, Harry Massis, instaurou uma política de uso do cartão assim que assumiu, iniciando a revisão das faturas anteriores.

