Governo brasileiro adia decisão sobre embaixador dos EUA até após eleições

O Palácio do Planalto decidiu não conceder o agrément ao deputado Daniel Perez antes das eleições de.
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O Palácio do Planalto considera que a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, é uma nova tentativa de interferência dos EUA nas eleições brasileiras. Auxiliares do presidente Lula afirmam que a indicação do deputado da Flórida, Daniel Perez, para chefiar a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não será avaliada antes das eleições de outubro.

Essa decisão está diretamente ligada à agenda eleitoral de Lula, que, segundo interlocutores do governo, não deseja autorizar a nomeação do diplomata americano até que o processo eleitoral esteja concluído. A tensão nas relações diplomáticas aumentou após o Departamento de Estado revogar o visto de Maria Luiza Viotti no dia 3 de outubro e criticar publicamente a demora do Brasil em aprovar a indicação de Perez.

Antes desse episódio, havia uma expectativa dentro do governo de que a indicação de Daniel Perez poderia ser aprovada se obtivesse o respaldo técnico do Itamaraty. Contudo, a revogação do visto da diplomata brasileira fez com que o fator político se tornasse mais relevante na decisão do Planalto.

Interlocutores de Lula também expressaram insatisfação com a escolha dos Estados Unidos em indicar Perez sem a devida consulta ao Itamaraty, um procedimento considerado essencial nas relações diplomáticas. Além disso, há questionamentos sobre a conveniência de apresentar um nome para a embaixada brasileira logo antes das eleições, especialmente após a administração de Donald Trump ter deixado o cargo vago por um longo período.

Apesar da revogação do visto, o governo decidiu manter Maria Luiza Viotti em Washington. A interpretação do Palácio do Planalto é de que a embaixadora perdeu a autorização para múltiplas entradas nos Estados Unidos, mas ainda pode exercer suas funções enquanto permanecer no país. Se sair, porém, não poderá retornar devido ao visto revogado.

Embora a decisão seja vista como um gesto de impacto político, o governo considera que a medida tem um caráter mais simbólico, e, por enquanto, não planeja substituir a embaixadora. Em meio a esse impasse, auxiliares de Lula estão analisando possíveis respostas ao ato dos Estados Unidos.

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