Governo destina R$ 12 bilhões em emendas antes da sabatina de Jorge Messias

Às vésperas da sabatina do indicado ao STF, Jorge Messias, o governo empenhou R$ 12 bilhões em.
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Foto: Foto: André Borges/EFE

Com a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, agendada para quarta-feira (29), o governo federal empenhou aproximadamente R$ 12 bilhões em emendas parlamentares. Essa movimentação financeira ocorre em um momento estratégico, enquanto se busca apoio para a aprovação da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Dos R$ 12 bilhões empenhados, R$ 10,7 bilhões fazem parte dos R$ 17,3 bilhões que o governo deve pagar no primeiro semestre de 2026, conforme estipulado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O planejamento orçamentário estabelece que 65% das emendas individuais e de bancada sejam destinadas a áreas como saúde, assistência social e transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”.

Os dados revelam que, em abril, houve um aumento significativo no valor empenhado. No início do mês, o total era de apenas R$ 389,8 milhões, o que representava menos de 2% do total projetado. Com a nova rodada de empenhos, o volume ultrapassa agora 58%. Em 27 de março, o montante empenhado era de R$ 923,8 milhões e, até 24 de abril, esse valor se aproximou de R$ 12 bilhões.

Esse aumento no empenho ocorre em um contexto de articulação política para garantir a aprovação da indicação de Messias ao STF. Para que a indicação avance para o plenário, são necessários 14 votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, 41 votos para a aprovação final.

Na análise dos empenhos por bancada, o PL lidera com R$ 479 milhões, seguido pelo MDB com R$ 372,7 milhões e o PSD com R$ 366,2 milhões. O PT, por sua vez, teve R$ 281,2 milhões empenhados. Entre os senadores, os maiores valores foram destinados a Eduardo Braga (R$ 71,2 milhões), Romário (R$ 68,7 milhões) e Jader Barbalho (R$ 62,4 milhões).

Apesar do aumento nos valores empenhados, o ritmo de pagamento continua lento. Nos últimos 21 dias, os repasses subiram de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões, resultando em apenas 2,28% das emendas previstas para o semestre tendo sido efetivamente pagas.

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