O Palácio do Planalto está promovendo articulações para substituir o relator da PEC da escala 6×1 na comissão especial da Câmara dos Deputados. O deputado Paulo Azi, do União Brasil, ainda é considerado para continuar na função, mas sua permanência enfrenta oposição do Governo Lula. Esta insatisfação provém da proposta de Azi, que sugere uma redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, ao invés das 36 horas, além de incluir um período de transição e medidas de compensação para as empresas, como a desoneração da folha.
A gestão federal, por outro lado, defende a implementação imediata das modificações na jornada de trabalho. A PEC é considerada uma prioridade política pelo governo, que busca um texto que atenda seus interesses de forma mais direta. A decisão sobre a composição da comissão especial está nas mãos do presidente da Câmara, Hugo Motta, que deve anunciar a data de instalação do colegiado na sexta-feira, 24 de abril de 2026. A expectativa é que os trabalhos comecem na próxima semana.
A disputa pelo comando da comissão envolve diversos partidos. Em um contexto político polarizado, o deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais, e Sóstenes Cavalcante, líder do PL no Rio de Janeiro, já manifestaram publicamente apoio à permanência de Azi na relatoria. Entretanto, para atender às demandas do Planalto, o PT está considerando a possibilidade de indicar um nome que esteja alinhado com o governo, mesmo que não pertença à legenda.
Hugo Motta também tem demonstrado a intenção de manter Paulo Azi na relatoria, mas busca um candidato que não tenha um alinhamento ideológico explícito. Essa estratégia visa facilitar a tramitação da proposta, que está em pauta como uma questão central para a administração atual. A definição final sobre a relatoria e a composição da comissão deverá ocorrer em breve, com o governo monitorando atentamente as movimentações políticas relacionadas à PEC.

