Haddad atribui proposta de Taxação do PIX a Bolsonaro

Fernando Haddad afirma que a ideia de taxar o Pix é de Jair Bolsonaro, enquanto discute a.
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Durante o governo Bolsonaro, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, havia defendido em 2020 a implementação de um “microimposto” sobre transações digitais, com uma alíquota de 0,2%. No entanto, essa proposta não prosperou, resultando na saída do ex-secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, devido a divergências com Bolsonaro.

Em março de 2025, Bolsonaro confirmou que a equipe de Guedes havia sugerido a Taxação do Pix, mas ressaltou que ele havia barrado essa ideia, afirmando que “querer é uma coisa”, referindo-se a outras propostas que também não foram adiante, como a taxação da cerveja.

A afirmação de Haddad faz parte de uma estratégia mais ampla da campanha petista para o governo paulista, onde o principal concorrente será o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que lidera nas pesquisas de intenção de voto. A estratégia inclui associar Haddad a um discurso que defende a taxação dos super-ricos em prol da justiça tributária, uma abordagem já testada anteriormente com a proposta de taxação BBB, que visava tributar bilionários, bancos e plataformas de apostas.

Aliados de Haddad acreditam que essa narrativa pode suavizar o impacto político da chamada “taxa das blusinhas”, um nome popular para a tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares, que o ex-ministro agora procura desvincular de sua imagem.

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