Homem é condenado a 23 anos por homicídio da filha em Rolândia

Um pai foi sentenciado a 23 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da filha, de.
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O Tribunal do Júri de Maringá impôs uma pena de 23 anos e 6 meses de prisão em regime fechado a um homem acusado de matar sua filha, de apenas 11 anos, em um crime que ocorreu em 2019 na cidade de Rolândia, localizada na região Norte Central do Paraná. O homem foi julgado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A sessão de julgamento teve início na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, e durante o processo, o réu admitiu sua culpabilidade.

As investigações indicam que no dia 24 de abril de 2019, o pai asfixiou a filha, utilizando um método conhecido como esganadura, e posteriormente enterrou o corpo da criança na garagem da casa da família. Após o crime, o pai e a avó da vítima tentaram encobrir a situação, criando uma narrativa falsa sobre o desaparecimento da menina. Eles forneceram informações contraditórias às autoridades policiais e ainda desligaram e formataram as câmeras de segurança que poderiam ter registrado o ocorrido.

Após dois dias de deliberações, o Conselho de Sentença acolheu as argumentações apresentadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), reconhecendo as qualificadoras do homicídio: o uso de meio cruel, a dificuldade de defesa da vítima e a caracterização do feminicídio, que na época não era um crime tipificado de forma autônoma.

Inicialmente, a avó paterna também havia sido denunciada pelos mesmos crimes, mas durante o julgamento, o MPPR solicitou sua absolvição, uma vez que as provas demonstraram que ela foi envolvida no caso devido à responsabilidade do acusado. O pedido foi acatado pelos jurados, resultando na absolvição da avó.

O júri foi realizado em Maringá em razão de um desaforamento, uma medida que visa assegurar a imparcialidade do julgamento. Essa decisão é aplicada em situações em que a comoção local pode comprometer a formação de um júri justo ou quando há riscos à segurança do réu e à ordem pública, além de casos em que há demora excessiva no fórum original.

A Promotoria de Justiça de Maringá e membros do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri) participaram do julgamento, reforçando a importância da atuação do Ministério Público na busca por justiça neste caso trágico.

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