Impedimento de missão dos EUA revela análise sobre eleições brasileiras

A negativa de vistos a representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, segundo jornalista, faz parte.
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O jornalista Paulo Figueiredo afirmou que a missão de integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, barrada pelo governo do presidente Lula, representa uma fase de um estudo mais amplo da administração do presidente norte-americano Donald Trump sobre o sistema eleitoral brasileiro. Figueiredo destacou que as autoridades americanas vinham coletando informações técnicas e consultando especialistas há meses.

Durante o programa Paulo Figueiredo Show, ele revelou que a intenção dos enviados era promover reuniões com autoridades brasileiras para esclarecer dúvidas levantadas durante essa análise. O jornalista ressaltou que parte dos encontros estava previamente agendada, classificando a iniciativa como uma tentativa de diálogo institucional.

Figueiredo afirmou que os representantes americanos buscavam se encontrar com membros do Poder Legislativo para discutir questionamentos relacionados ao sistema eleitoral. Ele argumentou que a negativa dos vistos tornou pública essa análise conduzida pelo governo dos Estados Unidos, que ganhou repercussão internacional, sendo noticiada por veículos como The Washington Post, The New York Times, The New York Post, Reuters, Financial Times e The Wall Street Journal.

O jornalista também mencionou que a avaliação dos Estados Unidos inclui a análise de relatórios sobre as eleições brasileiras, alguns dos quais, segundo ele, foram censurados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na visão de Figueiredo, o objetivo é entender tecnicamente o funcionamento do sistema eletrônico de votação e identificar possíveis vulnerabilidades.

Durante a transmissão, Figueiredo voltou a criticar a Justiça Eleitoral, afirmando que questionamentos feitos após as eleições de 2022 ainda não foram respondidos. Ele também levantou dúvidas sobre as regras do TSE para o credenciamento de observadores internacionais, alegando que apenas missões convidadas pela Corte têm permissão para acompanhar o processo eleitoral.

As declarações surgiram após o governo brasileiro negar vistos diplomáticos a Riley M. Barnes e Samuel Samson, integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que planejavam visitar Brasília. O TSE informou que foi contatado pela Embaixada dos Estados Unidos para discutir uma possível visita institucional, mas a reunião não ocorreu devido ao recesso do Judiciário. A Corte anunciou que promoverá um novo encontro com representantes diplomáticos em agosto, incluindo a representação americana.

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